quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Internet em aeroportos será ilimitada, diz Infraero.

gazetaonline - 08/12/2011 - 09h16 - Atualizado em 08/12/2011 - 09h16

Internet nos aeroportos será ilimitada

Decisão é da Infraero, que tem 20 dias para contratar uma ou mais empresas de telefonia que vão prestar o serviço

Agência Estado

Hoje restrita a apenas 15 minutos antes do embarque, a internet sem fio gratuita nos aeroportos agora vai ser ilimitada. A decisão é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que tem 20 dias para contratar uma ou mais empresas de telefonia que vão prestar o serviço. A estatal garante que todos estarão conectados a partir do começo do ano que vem - março é o mês limite para a medida entrar em vigor.

A decisão vai valer nos aeroportos de São Paulo (Cumbica, Congonhas, Viracopos e Campo de Marte), Rio de Janeiro (Galeão, Santos Dumont e Jacarepaguá), Belo Horizonte (Confins e Pampulha), Brasília, Manaus, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Natal, Salvador e Cuiabá. Hoje, os 15 minutos de internet gratuita são restritos apenas a Cumbica, Congonhas, Galeão e Brasília.Uma regra imposta pela Infraero é que a internet gratuita só pode ser usada a partir do aeroporto de origem, ou seja: se uma pessoa viaja de Congonhas para Porto Alegre, por exemplo, só terá direito a usar a internet no aeroporto paulista. Na volta, se quiser, pode pagar por mais tempo de conexão.


Tecnologia


A internet livre não vai ficar disponível no aeroporto inteiro - somente na área de embarque, depois do raio X. Para que o passageiro consiga se conectar à rede, duas alternativas estão sendo estudadas. A primeira é deixar o processo funcionando como é hoje: com o cartão de embarque na mão, o passageiro vai ao balcão de informações da Infraero e pega um cartãozinho com uma senha e um passo a passo de como se conectar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Novo serviço de turismo receptivo no Aeroporto de Vitória

O Aeroporto de Vitória – Eurico de Aguiar Salles passa a contar, a partir desta quinta-feira, 1º de dezembro, com um novo serviço de turismo receptivo. A iniciativa da INFRAERO visa atender ao movimento de passageiros na alta temporada de férias que começa nas próximas semanas.
Por um período de 90 dias, uma empresa oferecerá os serviços de:
- receptivo personalizado;
- transfer;
- locação com motorista executivo;
- automóveis, vans e ônibus;
- viagens e city tours.
Todos os atendentes no balcão de atendimento instalado na sala de desembarque do aeroporto são bilíngues, assim como alguns dos motoristas executivos que atuam na empresa.


INFRAERO - Aeroporto de Vitória/Eurico de Aguiar Salles
Tel.: (27) 3235-6336
E-mail:
wcaze@infraero.gov.br

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ponte aérea

Por CAETANO VELOSO //

Aeroportos são o que existe de mais abominável neste mundo. Ou pelo menos é o que eu achava há 14 anos, antes de perder o medo de avião. Não que 14 anos signifiquem tanta coisa assim para um homem da minha idade. Passei a maior parte de minha vida odiando aeroportos e sofrendo em aviões. Eu sofria nos voos por esse medo irracional que não se abala com as estatísticas. Mas nunca vinculei meu nojo de aeroportos a esse medo. Estava convencido de que o mau gosto discreto — cores neutras, formas impessoais — é que me exasperava por atentar contra minha inteligência e sensibilidade. Meu amigo Gilberto Gil me dizia que ele, ao contrário, adorava aeroportos: as horas mortas em saguões lhe pareciam uma oportunidade para meditação. Eu muitas vezes comentei com ríspida zombaria esses arroubos de otimismo místico do meu camarada.

Mas, sem que tivesse chegado a comunicar-lhe (com o devido pedido de desculpas por décadas de esnobismo), eu próprio, depois que perdi o medo de avião, passei a experimentar esse transe tranquilo em frente a guichês de check-in, sentado a um balcão tomando milk shake, lendo revistas opiniosas em bancos de fórmica e metal laqueado. Mesmo em aeroportos cheios, cheguei a me sentir no céu, encostado a uma pilastra cilíndrica recoberta de mármore branco. Custei a admitir que isso estava se dando. E mais ainda que estava relacionado com a ausência de medo de voar. Perdi o medo de avião ao fim de uma crise terrível que nunca me consegui explicar. Quando meu filho menor tinha nascido havia poucos meses, voltei do teatro onde estava fazendo um show com canções da América Espanhola e, tentando dormir, tomei a outra metade do Lexotan 6mg que eu tomava todas as noites ao deitar. Não era nada frequente que eu fizesse isso. Desde menino, sempre reagi mal até à ideia de tomar remédio para dor de cabeça: se eu tomo o Melhoral e não sinto a dor de cabeça, isso não quer dizer que não estou com dor de cabeça, apenas que não a estou sentindo.
O que me parecia não apenas temerário do ponto de vista do cuidado com a saúde como moralmente duvidoso. Mas, depois de ler por mais tempo do que o habitual e não sentir nenhum aviso de que seria possível conciliar o sono, resolvi tomar os 3 mg que, em forma de meia-lua inteira, estavam sorrindo para mim da cartela prateada. Tomei- os e esperei o efeito bater. Ao fim de poucos minutos algo bateu. Muito forte e fundamente bateu. Não uma onda de paz e sono, mas um baque surdo e escuro no coração da minha vida. Uma carga repentina e indescritivelmente intensa de tristeza, medo, raiva, impaciência, desgosto.

Eu conseguia pensar que era inimaginável que alguém pudesse sentir algo assim. Minha mulher estava dormindo. Em circunstâncias normais, quer dizer, em circunstâncias meramente anormais (um mal-estar, uma barata saindo por debaixo da porta do banheiro, um ruído no mato junto à sacada que dava para o mar), eu a teria chamado logo — e sem culpa, pois eu a sabia capaz de acordar, resolver o problema para mim e voltar a dormir em pouquíssimo tempo. Nosso filho recémnascido dormia com o irmão cinco anos mais velho no quarto colado ao nosso, para que ela pudesse atendê-lo prontamente, caso ele acordasse com fome, com sede ou com dor na barriga. Mas tal como estavam as coisas, não havia nem a mais remota hipótese de eu a acordar: eu não saberia o que lhe dizer, eu não aguentaria o teste de me defrontar com ela, eu nem sabia o que era tudo o que havia — ela ao meu lado, aquele quarto, aquela casa, nossos filhos, minha vida — em face do inferno que era minha mente. Lembrei-me, é claro, das bad trips com lança perfume, maconha e ayahuasca que eu tinha experimentado em minha juventude. Julguei que essas reações (e outros sintomas, como os rituais mentais em que me viciara desde a adolescência, as superstições que eu criava sem querer e sem cessar, a hipocondria que me fez sofrer de terríveis doenças que se provavam imaginárias) eram o indício de que tudo chegaria ali, àquela miséria absoluta e irrevogável em que me achava. Não consegui dormir mais, tive certeza de que minha vida tinha acabado e, quando minha mulher acordou, contei-lhe o que pude sobre o desmesurado acontecimento. Ela disse as palavras menos piegas que alguém poderia dizer numa ocasião dessas, esforçandose para desmistificar minha angústia. O fato é que comecei a aprender a conviver com a nova situação: fiz o show à noite e, de volta ao Rio, procurei meu médico, que me disse que eu não ficaria louco, me mandou voltar a fazer análise (eu tinha parado fazia bem uns 12 anos), e me receitou Rivotril (0,5 mg), medicação cuja caixa custava R$1. Voltei à análise. Com isso e o Rivotril, fui voltando ao normal. Nunca mais fui o mesmo. Mas, se é exasperante que eu não tenha resposta para o que se passou comigo — um choque hormonal devido à idade, uma percepção do erro essencial da minha vida, uma disfunção química no sistema nervoso central, a intuição de grandes catástrofes que vêm se armando acima da cabeça da Humanidade — também é certo que muitas coisas mudaram para melhor. O que não mata engorda — e, ao fim do processo, sem que me desse conta de quando, passei a entrar em aviões sem temer nada além da revista idiota que comprei.
Em Congonhas, hoje, lembrei isso tudo e pensei em “A ilusão da alma”: Eduardo Gianetti sobre a filosofia sugerida pelos achados da neurociência. Todos devem ler.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pistas de pouso regionais são pioridades para o Estado

Governo vai pedir recursos para ampliar os aeroportos de
São Mateus, Guarapari e Cachoeiro

Aeroporto de Linhares - SNLN
Os secretários de Transportes de oito Estados, reunidos ontem em Vitória, decidiram desenvolver ações conjuntas para obter do governo federal a garantia da liberação de recursos para os aeroportos regionais. Eles trabalharão em parceria também nos temas ligados a rodovias e ferrovias. Nos próximos dias 14 e 15 estarão em Brasília para entregar as solicitações ao governo federal. A maior parte dos recursos deverá vir do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa).

Aeroporto de Cachoeiro - SNKI

Segundo o secretário estadual de Transportes e Obras Públicas (Setop), Fábio Damasceno, o governo quer estimular os projetos de melhoria dos aeroportos regionais que são importantes para a descentralização do desenvolvimento estadual. Com a melhoria desses aeroportos, além do transporte de passageiros, há ainda a possibilidade de novos negócios no transporte de cargas e a criação de linhas na rota do petróleo.

Além do Aeroporto de Linhares, que já tem projeto pronto para a construção de nova pista, o governo estadual vai pedir recursos para a ampliação dos terminais aeroportuários de São Mateus, Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim. Uma vez em condições de operação esses aeroportos serão ainda atrativos para os executivos das empresas que estão se instalando no interior do Estado.

Com a intensificação das atividades de exploração de petróleo e gás nos campos do mar territorial do Espírito Santo, são grandes as possibilidades da criação de linhas na rota do petróleo. Linhas entre Cachoeiro de Itapemirim, Vitória e Linhares ou Macaé, Campos e Cachoeiro de Itapemirim são oportunidades que surgirão a partir da melhoria dos aeroportos dessas cidades.

O governo estadual, explicou o secretário, vai coordenar as ações necessárias para que os projetos desses aeroportos sejam elaborados neste ano. Até o final de 2011, a secretaria saberá o montante necessário de recursos para as obras nos aeroportos regionais.
 

Por Rita Bridi

Pátio do Aeroporto de Guarapari - SNGA


Governador quer assumir as obras do aeroporto

Proposta é discutir com Dilma a possibilidade de estadualização


"Se o governo federal quiser transferir o aeroporto para o Estado, eu coordeno a solução com os capixabas", disse o governador Renato Casagrande. Na avaliação do governador se a decisão já tivesse sido tomada pelo governo o Estado já teria conseguido resolver o impasse do Aeroporto Eurico Salles.

As declarações do governador foram dadas na abertura do III Fórum Empresarial de Logística, Infraestrutura e Transportes, que ocorreu em 29 de maio, em Vitória, com a discussão dos gargalos de logística.

Casagrandre falou a empresários da área de
logistica que não aguenta mais esperar
A retomada e conclusão das obras do aeroporto da Capital, a falta de profundidade do porto público de Vitória e a duplicação das duas rodovias federais que cortam o Estado (as BR 101 e 262), destacou Casagrande, são temas que integram a agenda velha do Estado. Ele lembrou que desde 2003, quando assumiu o mandado de deputado federal, que vem discutindo a solução desses gargalos junto ao governo federal.

Casagrande contou que passou oito anos (quatro como deputado federal e quatro como senador) tentando, juntamente com outras lideranças, encontrar solução para os gargalos de logística que atrapalham o desenvolvimento do Estado. Os problemas não foram resolvidos e, agora como governador, está constantemente em Brasília para tratar dos mesmos assuntos.
LogísticaOs gargalos da logística e a falta de investimento em infraestrutura, "são temas que muito nos angustiam", disse Casagrande. Ele destacou não ser justa a tentativa do governo federal de fazer a reforma tributária em cima ICMS, que é um tributo estadual, sem fazer os investimentos necessários à infraestrutura do Estado e ao mesmo tempo tentar.

O secretário estadual de Transportes e Obras Públicas, Fábio Damasceno, lembrou que o Espírito Santo tem 20 anos de defassagem logística e que é preciso reverter esse processo. A falta de infraestrutura, frisou, está prejudicando o Estado, que perde investimentos.

Para o presidente da Fetransportes, Luiz Wagnes Chieppe, o excesso de burocracia tem atrapalhado o governo federal na solução dos gargalos. "Estamos efrentando problemas estruturantes do século passado" reclamou o procurador geral do Estado, Rodrigo Júdice.

Reportagem: A Gazeta
por Rita Bridi

Chuva não para no ES


Chuva já deixa 181 desabrigados e vai continuar neste final de semana no Espírito Santo

Victor Melo
Redação Folha Vitória



As chuvas que atingem o Espírito Santo durante esta semana já deixaram 181 pessoas desabrigadas em 16 municípios. Além disso, outras 420 estão desalojadas, 6.135 desalojadas e duas técnicas da Defesa Civil feridas durante uma vistoria.


O município de São Domingos do Norte que decretou situação de emergência devido à ocorrência de vendaval no último dia 19, acompanhado de granizo e fortes chuvas, pelo fato de diversas casas terem sido destelhadas e ainda existirem 37 pessoas desabrigadas e 10 desalojadas no município.


Chuva deve continuar no final de semana
O canal de umidade associado à formação da Zona de Convergência do Atântico Sul irá manter as condições de instabilidade em todo o Espírito Santo neste sábado. Há previsão de pancadas de chuvas isoladas em todas as regiões capixabas no decorrer do dia. Nas regiões Norte, Nordeste e Noroeste do Estado, as chuvas deverão ser localmente fortes. As temperaturas devem variar entre 15,0°C e 18,0°C na região Serrana e entre 17,0°C e 26,0°C nas demais regiões.


Já no domingo, o tempo varia entre parcialmente nublado a encoberto, com previsão de chuvas isoladas na Grande Vitória, parte central da região Serana e nas regiões Norte, Nordeste e Noroeste do Estado que poderá chover localmente forte. As temperaturas deverão variar entre 14,0°C e 19,0°C na região Serrana e entre 16,0°C e 26,0°C nas demais regiões.


O que você pensa quando visualiza esta placa?




A intenção é orientar o motorista que chega à Vitória (ES) pela Segunda Ponte, mas o resultado pode não ser este. A placa com os dizeres " Informações Turísticas, Aeroporto e Rodoviária", acaba confundindo a cabeça do condutor que trafega pela Ilha do Príncipe.

Será que o aeroporto e a rodoviária da cidade estão localizados na região? Ou será que informações turísticas sobre Vitória podem ser obtidas somente no Aeroporto e na Rodoviária? E você internauta, o que acha? Deixe sua opinião! 
 Da Redação:
A equipe do Eu Aqui/Cidadão Repórter entrou em contato com a Secretaria de Transportes da prefeitura de Vitória que informou que a placa foi instalada pela Secretaria de Estado de Turismo (Setur). A reportagem entrou em contato com a Setur, mas a responsável para falar sobre o assunto não foi encontrada.
FONTE: GAZETAONLINE.COM